Revista Bodigaya
Revista Bodigaya nº 10
Revista Bodigaya Nº 10

A Arte de Morrer de Momento a Momento
(Krishnamurti)

Aonde você vai?
( Seung Sanh Dae Soen Sa Nim)

Um Buda em visita ao céu e ao inferno
(equipe Bodigaya)

Retiro: Dois Dias de Paz
(equipe Bodigaya)

Penetrando na Paisagem Inescrutável
(Tamas Virag)

As Cinco Renúncias da Mente Atenta
(Enio Burgos)


Formato: 27 cm x 21cm
48 páginas
R$ 5,00


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A Arte de Morrer de Momento a Momento

"Quão necessário é morrer a cada dia, morrer a cada minuto, para todas as coisas, para o que ficou para trás e para o momento que acabou de passar! Sem morte não há renovação, sem morte não há criação."
.....................................................................................- Krishnamurti


" A alegria de viver, se é que existe, é notavelmente atingida pelo fato de vermos o mundo interior e exterior através de um labirinto de imagens. A apreciação estética da natureza e o prazer que possamos dela desfrutar, dependem de um ver-sem-imagens. A visão majestosa e inspiradora de uma paisagem ou de uma cachoeira podem fazer surgir certos sentimentos de deleite. Mas, se após termos vivido e passado inteiramente por aquela sensação prazerosa tentamos, avidamente, reter a imagem da experiência ao invés de morrermos para ela naquele exato momento, estaremos, através desta própria ação, impedindo a nós mesmos de ver e experimentar, uma outra vez, a beleza da paisagem ou da cachoeira."


Aonde Você Vai ?

" Há muito tempo atrás o mundo era um lugar muito simples. Atualmente, esse mundo está muito complivado. E a principal razão para isso é que existem muitos seres humanos vivendo nesse planeta. A população humana aumentos rápido demais. Em 1945 havia cerca de dois bilhões de pessoas vivendo por aqui. Através de milhares e milhares de anos de história humana, apenas dois bilhões de pessoas restaram na terra, e isso seria suficiente. Se comparada aos dias de hoje, a mente das pessoas era relativamente simples e clara. Mas somente nos últimos cinqüenta anos, desdo o fim da Segunda Grande Guerra, mais três bilhoes de pessoas apareceram e agora os seres humanos tornaram-se muito complicados. Há, hoje, aproximadamente seis bilhões de pessoas no mundo inteiro e alguns cientistas dizem que nos próximos trinta anos outros três bilhões apareceram. Estes fatos estão diretamente conectados ao súbito aumento da quantidade de sofrimento que os humanos, bem como outros seres, estão experimentando agora.(...)"


Um Buda em Visita ao Céu e ao Inferno

"Para enfatizar a importância dos preceitos e do tipo de liberdade que eles encerram, há uma estória sobre a visita que um Buda fez ao inferno e ao céu ou paraíso. Em primeiro lugar, este Buda foi levado para conhecer o inferno. Ao chegar lá, ficou muito chocado e impressionado com o que viu. As pessoas que renasciam no inferno tinham um corpo muito estranho... Elas tinham braços muito compridos, bem maiores que o resto do corpo. Nas pontas destes longos braços, as mãoes tinham poucos dedos, o que dificultava muito elas o simples ato de agarrar. Além disto, um dos dedos era extremamente comprido e fino também, como a ponta afiada de uma lança. A boca das pessoas no inferno era extremamente pequena, quase um orifício apenas. As pessoas que renasciam ali tinham uma aparência realmente muito esquisita e assustadora..."


Retiro: Dois Dias de Paz

Em Setembro de 2000, a Associação Meditar promoveu seu 3º Retiro de Meditação. Dentro do espírito de simplicidade e despojamento, mais de quarenta e três participantes compartilharam experiências pessoais e praticaram durante dois dias de intensas atividades meditativas. Cada um pôde aprofundar seu caminho de compreensão e paz em comunhão com representantes de diversas tradições. um belo momento que Bodigaya não poderia deixar de registrar e oferecer ao seu leitor. Além do mais, o 4º Retiro já está agendado para abril de 2001. Se o leitor quiser, poderá vivenciar mais...


Penetranto na Paisagem Inescrutável

" Mas, quem se importa com significados? Para uma pedra como eu, o pôr-do-sol é apenas mais um banho de luz, o pouso de um pássaro e um leve toque de um dorso, um rugir de uma tempestade não passa de uma vibração que me estremece, o sustento do solo é só um calorzinho morno vindo de baixo. Presenciando mudamente, sou simplesmente eu -mesma."



As Cinco Renúncias da Mente Atenta

" Se alguém vir comigo, renuncie a si mesmo... aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobra-la-á..." (Jesus, Mateus, 16)

"...Renunciei a tudo e, pela extinção da ânsia, tornei-me emancipado..." (Buda, Dhammapada)


"No tempo das Tábuas da Lei e de Moisés, matar por razão fútil era tão comum que "não matar" já era algo divino. Ainda em Roma, assistir homens se matando era um espetáculo popular. Mas, os tempos são outros e, precisamos ir bem mais além. Uma pessoa pode até "não matar", mas estar cheia de ódio e sementes destrutivas dentro de si. Qualquer assassino pode meramente " não matar". Isto é distante do verdadeiro sentido da prática da primeira renúncia e, é claro, de todas as demais. Por isso também, não vou usar a terminologia simples de "não matar", "não roubar", "não mentir", etc, para os preceitos e vou sugerir novas versões para que o sentido mais sutil dos preceitos posso ficar, talvez, mais claro e evidente."
Revista Bodigaya Edição Nº 10
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