Revista Bodigaya
Revista Bodigaya nº 07
Revista Bodigaya Nº 07

Final de estoque (pequenos defeitos)

A Mendiga e a Lamparina;
(Equipe Bodigaya)

Um Encontro com Dalai Lama;
(Equipe Bodigaya)

Uma conversa com Jorge L. Borges;
(Carlos C. Aveline)

Liberando a Emoção;
(Enio Burgos)

A promessa do Conhecimento;
(Tarthang Tulku)

Formato: 27 cm x 21cm
48 páginas

Fazer Assinatura da Revista Bodigaya:
R$ 36,00

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Muitas são as estórias narrando encontros de reis e príncipes com o Buda. Honrado e presenteado por eles, o Buda não tomava para si qualquer doação e permanecia na simplicidade de sua vida itinerante. O presente que o Buda mais apreciava receber vinha do coração dos homens... Assim, podemos ver que mesmo uma simples mendiga tinha muito a dar, como narra a estória de...

A Mendiga e a Lamparina


Foi à última hora que decidimos ir a Curitiba, três da equipe Bodigaya, para participar do evento que iria se realizar ali conduzido por S.S. o 14º Dalai Lama, mais pela insistência e empenho de um dos nossos que já tivera um contato mais próximo com S.S. em sua última visita ao Brasil, em 1992.
Naquela ocasião, S.S. participou da ECO-92 no Rio de Janeiro e depois percorreu várias capitais para dar palestras e receber homenagens. Em Porto Alegre ele falou sobre valores universais nas duas principais universidades: a UFRGS e a PUC, com presença maciça de público de todas as origenms e crenças. Agora, em Curitiba, abril de 1999, ele iria conduzir um seminário de dois dias sobre "Valores Humanos e sua Prática na Vida Cotidiana" e concederia uma entrevista coletiva à imprensa. Foi assim, meio de improviso, que procuramos trazer ao leitor mais...

Um encontro com Dalai Lama


Em outubro de 1977 eu morava em Buenos Aires. Um jornalista peruano que visitava a cidade conseguiu com minha ajuda indireta, uma entrevista com o famoso escritor Jorge Luis Borges. A amiga que obteve à conversa privada insistiu em convidar-me: eu deveria ir junto. Respondi: "Será um prezer ter..."

Uma Conversa Com Jorge Luis Borges

Conforme vimos na última edição em "Princípios da Medicina Tibetana", os tibetanos costumam designar as emoções aflitivas por "venenos". Assim, quando tomamos pela ira, cobiça, orgulho, inveja ou pela indiferença (resultantes da "ignorância básica"), estamos afetando nosso corpo exatamente como se nos puséssemos a beber alguma substância nociva. Diante da impermanência, as alterações provocadas pelas emoções se tornam perfeitamente visíveis e, em certos casos, até mesmo fatais. Este antigo, continuação do acima citado, contém sugestões para, através da prática no cotidiano, curarmos as emoções e reduzirmos nosso "auto-envenenamento".


Liberando a Emoção

Surpreendente, é justamente nos momentos "críticos", onde estamos mais fragilizados e "em apuros" que temos a grande oportunidade de praticar a paz e aumentar nossa felicidade. A impermanência, neste sentido, é a nossa maior mestra. É ela que nos mostra se estamos avançando no caminho, se nossa prática está servindo apenas para preencher nossas horas de folga ou para aumentar nosso orgulho. É fácil ser pacífico com amigos espirituais ou meditando no silência de uma sala iluninada por uma vela. Mas, tudo isto deve servir para que diante do inesperado e do desconhecido, possamos menter o único bem passível de transpor conosco a estreita porta da morte... o "estado de mente" que tivermos cultivado em cada experiência e momento desta vida.



"Em tempos de turbulência como o nosso, há um grande risco de que o conhecimento seja rejeitado inteiramente, ou então mal-compreendido como consistindo de fatos e opiniões, o que o transformará em ideologia e dogma. Mas a dinâmica aberta dos nossos tempos nos oferece uma outra opção. Por não sabermos para onde estamos rumando, pelo fato das velhas certezas não existirem mais, pelos próprios tempo e espaço estarem em fluxo, podemos nos voltar para o conhecimento e com espectativa. Se dermos boas-vindas ao conhecimento e o convidar-mos para entrar em nossas vidas, poderemos tirar inspiração da nossa própria capacidade de saber. Fazendo uso do conhecimento, poderemos permitir que sua vitalidade intrínseca transforme nosso pressupostos, revigorando cada campo de investigação e cada tradição, e trancedendo todos os limites."

A Promessa do Conhecimento



 
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