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Revista
Bodigaya Nº
07 Final de estoque (pequenos defeitos) A Mendiga e a Lamparina; |
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Muitas são as estórias narrando encontros de reis
e príncipes com o Buda. Honrado e presenteado por eles, o Buda não tomava
para si qualquer doação e permanecia na simplicidade de sua vida itinerante.
O presente que o Buda mais apreciava receber vinha do coração dos homens...
Assim, podemos ver que mesmo uma simples mendiga tinha muito a dar, como
narra a estória de...
A Mendiga e a Lamparina Foi à última hora que decidimos ir a Curitiba, três da equipe Bodigaya, para participar do evento que iria se realizar ali conduzido por S.S. o 14º Dalai Lama, mais pela insistência e empenho de um dos nossos que já tivera um contato mais próximo com S.S. em sua última visita ao Brasil, em 1992. Naquela ocasião, S.S. participou da ECO-92 no Rio de Janeiro e depois percorreu várias capitais para dar palestras e receber homenagens. Em Porto Alegre ele falou sobre valores universais nas duas principais universidades: a UFRGS e a PUC, com presença maciça de público de todas as origenms e crenças. Agora, em Curitiba, abril de 1999, ele iria conduzir um seminário de dois dias sobre "Valores Humanos e sua Prática na Vida Cotidiana" e concederia uma entrevista coletiva à imprensa. Foi assim, meio de improviso, que procuramos trazer ao leitor mais... Um encontro com Dalai Lama Uma Conversa Com Jorge Luis Borges Conforme vimos na última edição em "Princípios da Medicina Tibetana", os tibetanos costumam designar as emoções aflitivas por "venenos". Assim, quando tomamos pela ira, cobiça, orgulho, inveja ou pela indiferença (resultantes da "ignorância básica"), estamos afetando nosso corpo exatamente como se nos puséssemos a beber alguma substância nociva. Diante da impermanência, as alterações provocadas pelas emoções se tornam perfeitamente visíveis e, em certos casos, até mesmo fatais. Este antigo, continuação do acima citado, contém sugestões para, através da prática no cotidiano, curarmos as emoções e reduzirmos nosso "auto-envenenamento".
Surpreendente, é justamente nos momentos "críticos",
onde estamos mais fragilizados e "em apuros" que temos a grande
oportunidade de praticar a paz e aumentar nossa felicidade. A impermanência,
neste sentido, é a nossa maior mestra. É ela que nos mostra se estamos
avançando no caminho, se nossa prática está servindo apenas para
preencher nossas horas de folga ou para aumentar nosso orgulho.
É fácil ser pacífico com amigos espirituais ou meditando no silência
de uma sala iluninada por uma vela. Mas, tudo isto deve servir para
que diante do inesperado e do desconhecido, possamos menter o único
bem passível de transpor conosco a estreita porta da morte... o
"estado de mente" que tivermos cultivado em cada experiência e momento
desta vida.
"Em tempos de turbulência como o nosso, há
um grande risco de que o conhecimento seja rejeitado inteiramente,
ou então mal-compreendido como consistindo de fatos e opiniões,
o que o transformará em ideologia e dogma. Mas a dinâmica aberta
dos nossos tempos nos oferece uma outra opção. Por não sabermos
para onde estamos rumando, pelo fato das velhas certezas não existirem
mais, pelos próprios tempo e espaço estarem em fluxo, podemos nos
voltar para o conhecimento e com espectativa. Se dermos boas-vindas
ao conhecimento e o convidar-mos para entrar em nossas vidas, poderemos
tirar inspiração da nossa própria capacidade de saber. Fazendo uso
do conhecimento, poderemos permitir que sua vitalidade intrínseca
transforme nosso pressupostos, revigorando cada campo de investigação
e cada tradição, e trancedendo todos os limites."
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