O Zen Oferece a Paz
"Moriyama Roshi é um dos maiores mestres vivos do Zen-budismo japonês.
Após a meditação, os discípulos cantam os Sutras e recitam, um a um, o
nome dos patriarcas que transmitiram o Zen desde o Buda Sakyamuni até
nossos dias. Como elos de uma corrente ininterrupta, a cada nome uma reverência
de corpo e mente. Ao final desta lista de transmissão mente-à-mente do
puro Darma, as vozes se calam em Moriyama Roshi. Esta entrevista gentilemnte
concedida à Bodigaya, ocorreu em Viamão/RS, em 26.02.98."
"É muito difícil passar ao leitor o clima deste encontro histórico. Por
isso, a necessidade deste preâmbulo. Na simplicidade e espontaneidade, um
grande mestre expressa mais ensinamentos do que as palavras a seguir podem
oferecer. Moriyama vem de uma cultura milenar. Sobreposto a isto, vimos
um homem corporificando uma tradição budista de, pelo menos 2500 anos de
Sabedoria. O silêncio de Moriyama falou profundamente. Infelizmente, a presença,
o olhar, os gestos, só puderam ser ouvidos pelos entrevistadores. É importante,
então, que o leitor considere tudo isso e que a entrevista se deu em inglês
- que é a língua mãe de Moriyama ou de seus interlocutores - idioma que
serviu apenas como uma tosca ponte, cujo mérito residiu em permitir que
todos pudéssemos trafegar em ambos os sentidos e desfrutar de um lindo momento.
Repare o leitor que, por exemplo, quando usa a palavra "mente" (mind), moriyama
leva a mão ao coração, não à sua cabeça...
De nossa perte, procuramos perguntar o que imaginamos ser de interesse do
praticante e do público em geral. Contudo, não deixamos de inquirir sobremaneira
aquilo que somente um grande mestre poderia responder.
Não temos palavras, mas precisamos agredecer a todas as pessoas do Grupo
VIAZEN que nos auxiliaram a realizar este trabalho e gostaríamos de dedicar
todos os possíveis méritos ao benefício de todos os seres e da continuidade
da transmissão dos ensinamentos do Darma.
Foi assim, em meio a um retiro, num local ermo e aprazível, que ouvimos
a voz de Moriyama Roshi." |
A Cúpula Dourada
Através da beleza e do encontro, nossas forças se renovam e vislumbram
novos horizontes de sabedoria. Que o leitor possa de deliciar e "refestelar
os olhos" no profundo significado da singela jornada interior contida
neste artigo, até alcançar A Cúpula Dourada
"Neste reino além do pensamento se encontra a clareza, a certeza, a beleza
e o poder. Neste reino, de mundo esplendor, corre a trilha da inabalável
firmeza, jorra a água da alegria, sopra o vento da imparcialidade, arde
o fogo da compaixão."
Vida: A longa Jornada Conduz ao "Agora"
Há infinitas maneiras de ver a vida. Uma delas inclui uma compreenção
transcedente ao tempo e ao espaço. Então surge uma nova dimensão, na qual
o leitor pode surpreender-se insanamente feliz ainda que nada tenha realmente
mudado, a não ser a capacidade de entendimento e o "modo de ver"...
"Quando ou era menino, ganhei um caleidoscópio de presente. Eu brincava
horas a fio olhando as inúmeras paisagens que surgiam a cada movimento,
a cada mínimo giro que dava ao meu brinquedo. Talvez o que mais me fascinasse
ali é que eu jamais conseguia repetir a mesma paisagem por mais que o
tempo passasse ou por mais movimentos que eu fizesse. Eu não podia "voltar",
e seguir "adiante" também era algo sempre inédito e surpreendente. Um
caleidoscópio era um fabuloso mistério para mim até que, movido pela curiosidade,
eu o desmontei completamente. Ao invés de uma resposta às minhas perguntas,
o "espírito do caleidoscópio" me mostrou só um conjunto de espelhos e
cacos de vidro. Foi como se eu tivesse entrado no coração da cartola de
um grande mágico, mas lá houvesse apenas meus próprios olhos a me fitar
num espelho...
Hoje eu não sou mais um menino, porém de certa maneira, o espírito do
caleidoscópio nunca mais me abandonou. A Vida tem sido um caleidoscópio
maravilhoso...e eu gostaria muito de poder partilhar com as pessoas algumas
das paisagens que tenho podido vislumbrar, ainda que todo o mistério continue."
Acerca da Dor
O autor prolífico de "Pensando Zen" traz ao leitor de Bodigaya um ensinamento
que não podia ficar de fora desta edição Zen. Um tema fundamental visitado
de forma direta e clara por um expoente do Zen ocidental.
"O Zen oferece a Paz"
É muito difícil passar ao leitor o clima deste encontro histórico. Por
isso, a necessidade deste preâmbulo. Na simplicidade e espontaneidade,
um grande mestre expressa mais ensinementos do que as palavras a seguir
podem oferecer. Moriyama vem de uma cultura milenar. Sobreposto a isto,
vimos um homem corporificando uma tradição budista de, pelo menos 2500
anos de Sabedoria. O silêncio de Moriyama falou profundamente. Infelizmente,
a presença, o olhar, os gestos, só puderam ser ouvidos pelos entrevistadores.
É importante, então, que o leitor considere tudo isso e que a entrevista
se deu em inglês - que é a língua mãe de Moriyama ou de seus interlocutores
- idioma que serviu apenas como uma tosca ponte, cujo mérito residiu em
permitir que todos pudéssemos trafegar em ambos os sentidos e desfrutar
de um lindo momento. Repare o leitor que, por exemplo, quando usa a palavra
"mente" (mind), Moriyama leva a mão ao coração, não à sua cabeça...
De nossa perte, procuramos perguntar o que imaginamos ser de interesse
do praticante e do público em geral. Contudo, não deixamos de inquirir
sobremaneira aquilo que somente um grande mestre poderia responder.
Não temos palavras, mas precisamos agradecer a todas as pessoas do Grupo
VIAZEN que nos auxiliaram a realizar este trabalho e gostaríamos de dedicar
todos os possíveis méritos ao benefício de todos os seres e da continuidade
da transmissão dos ensinamentos do Darma.
Foi assim, em meio a um retiro, num local ermo e aprazível, que ouvimos
a voz de Moriyama Roshi.
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