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DIA DE HONRAR A TERRA
Por Enio Burgos (*)
Há séculos
que nós, seres humanos, tornamo-nos desatentos com nossa Grande Mãe, Gaya, a
Terra. Temos estado ocupados demais, correndo atrás de muitas coisas, as quais,
na verdade, nem precisamos tanto assim. Mesmo tendo criado uma infindável
quantidade de objetos para preencher nosso vazio, isso não nos fez melhores ou
mais felizes. Aliás, nossa insatisfação tem crescido quase constantemente.
O
tempo passou e, infelizmente, separamo-nos de nossa Grande Mãe
como adolescentes que dão as costas aos pais tentando viver uma
vida mais “livre” e “independente”.
Então, como crianças perdidas, afastadas do profundo Amor
Materno, sofremos muito nitidamente.
Nenhum ser humano pode
viver sadiamente sem amor verdadeiro, sem equilíbrio, sem carinho, compreensão e
harmonia. Logo, nosso afastamento e falta de consideração só tem trazido ainda
mais prejuízos para nós mesmos, para a nossa Grande Mãe e para todos os seres
que compartilham conosco a teia da vida neste maravilhoso planeta, o nosso único
lar.
Eu
creio que, quanto maior o descaso com nossa Grande Mãe, quanto
maior for o nosso afastamento, mais se aprofundará a nossa
inconsciência e insanidade... Apartados de nossa Grande
Mãe, nossas atitudes e ações não fazem
muito sentido, são vãs, ou, infelizmente, mostram-se
destrutivas, pois “ateiam fogo” a nossa casa, nosso
único lar.
No Brasil, por exemplo,
cerca de 20% da Floresta Amazônica já foi destruída. Se toda a água existente na
Terra pudesse ser colocada numa garrafa de dois litros, apenas uma gota
representaria a quantidade de água doce, potável, disponível para bebermos, mas,
mesmo esta gotinha maravilhosa de água está cada vez mais poluída e sem
condições de ser utilizada. Sem Florestas, sem ar puro e fresco, sem água
potável, sem terras sadias, simplesmente não podemos viver, pois nós só
existimos na mesma medida em que todo o planeta e todos os seus seres existam
junto conosco.
Alterações climáticas, devido ao efeito estufa,
são percebidas por todo o globo terrestre e não há
mais como negar a nossa participação ativa também
neste desequilíbrio. Eu sinto que é urgente
desenvolvermos, coletivamente, a nossa própria consciência
sobre esta questão crucial, e tomarmos uma atitude que,
definitivamente, possa restabelecer a nossa relação com
nossa Mãe maior.
Nossa infelicidade e desesperança,
portanto, têm uma causa muito clara. Elas provêm do fato negligenciarmos o
profundo, delicado e íntimo contato que, originalmente, possuíamos com nossa
Grande Mãe. Ele foi “rompido” ou “abandonado” unilateralmente por nós. Sem esse
estreito relacionamento, somos como plantas desterradas, secando ao sol. Sem
raízes firmes, ligadas ao solo fértil, mesmo muito bem regadas, as plantas não
podem viver, florescer nem frutificar. Assim “desconectados”, sem darmos ouvidos
aos sábios e ancestrais conselhos de nossa Grande Mãe, não conseguimos contato
verdadeiro e íntimo sequer conosco mesmos! Assim, não podemos ser realmente
felizes. Por mais que um filho ou filha reneguem a sua ancestralidade, ela
simplesmente continuará sempre lá.
A nossa mente, esvoaçando por
tantas distrações, ávida e excitada por tantas coisas desejadas e almejadas,
simultaneamente apartou-se, também, do nosso corpo e coração verdadeiros. Quando
nossa mente age assim, separada de nosso corpo e coração, perdemos o momento
mais importante de nossas vidas. Na verdade, estamos “ausentes” no único momento
de que dispomos, o “momento presente”, e deixamos de acessar a nossa vida real.
Andamos pelo mundo e pela vida como se nosso corpo não fosse mais “habitado” por
nossa mente. Ela está sempre “fora” de nós mesmos. Vivemos pensando no passado e
no futuro, sem presenciar nem conhecer a realidade do agora. Caminhando pela
rua, estamos “aéreos”, perdidos no passado ou amedrontados com o futuro, não
estamos ali, vivos, sentindo e presenciando o agora. Olhamos o céu, mas não
vemos o céu. Olhamos as pessoas, mas não as vemos. Olhamos as flores, mas não as
vemos. Não desfrutamos o ar, a paisagem, não enxergamos a nossa volta, não
respiramos relaxadamente. Tudo o que vemos é a nossa própria aflição e
preocupação. Então, não vemos o profundo Amor que nos sustenta, nutre e
preenche... No aqui e agora, ao olharmos a flor, vemos não apenas “flor”, mas o
sol, o ar, o céu, a nuvem, a semente, a terra e o nosso próprio rosto ali
refletido. Vemos o universo inteiro! No aqui e agora, a flor, eu e você, nós e
tudo o mais, somos “um”. Não somos um, dois, ou três... Quando algo afeta a
flor, afeta a mim e a você, afeta a água, a terra, o céu, a nuvem, o sol e assim
por diante... Quando algo afeta o sol, afeta a nuvem, o ar, a terra, a água,
afeta você, a mim, e também a flor! É muito simples. Somos “um” com nossa Grande
Mãe.
Sem
estarmos “aqui e agora”, neste instante, nossa vida
não é real, é só pensamento. Muitas vezes,
pensando a vida sem vivê-la realmente, não conseguimos
encontrar nenhuma solução, nenhum alívio para
nossos problemas e dificuldades. Nossos pensamentos aflitivos concluem
que “não podemos fazer nada”, porém, isto
não é verdade, é só pensamento! Vida real
é muito diferente de pensamento, você compreende?
Paulatinamente, com nossa mente seguindo sempre por conta
própria, de modo automático, longe do nosso corpo e
coração, longe do momento presente, perdemos a
conexão interior com nossa essência feliz,
espontânea, calma, sábia, pacífica e sã, a
qual mantém uma profunda comunhão com todas as coisas e
seres universais. Sem estarmos presentes, no agora de nossas vidas,
corpo-mente-coração sempre juntos, tudo o que fazemos nos
leva para mais distante ainda do nosso verdadeiro destino. A longa
jornada da vida conduz ao “agora”, ao maravilhoso e
insubstituível momento presente, mas, é preciso estar bem
“habitado” para enxergarmos isso com clareza e lucidez.
Somente com plena atenção ao momento presente, vivendo o
maravilhoso “agora”, podemos ultrapassar a “venda
feita de pensamentos” que impede a nossa perfeita e clara
visão da realidade das nossas vidas. Somente com Mente Atenta
(mente-corpo-coração sempre juntos no aqui e no agora),
encontraremo-nos conosco mesmos, com nossa Grande Mãe e com a
vida real, amorosa e significativa.
O nosso coração
original, como uma bússola, sabe que, em algum momento, perdemos o rumo, pois
ele contém a chave desta íntima ligação que todos possuímos com o fluxo maior de
todas as coisas, o elo inquebrantável que temos com nossa Grande Mãe, com nosso
Pai Cosmos e, por conseguinte, com a nossa felicidade real e duradoura.
Separados de nossa essência feliz em nosso coração, separados da nossa Mãe Terra
e do nosso Pai Cosmos, somos apenas crianças tristes espalhando todo tipo de dor
e sofrimento nesse mundo.
Eu vejo que estes dois processos de “desconexão”,
com nossa Grande Mãe e com nossa mente-corpo-coração, na verdade, são um único
evento. Precisamos revertê-lo, e isso só pode ser feito no íntimo de cada um de
nós. Um dia, inspirado nos ensinamentos do Buda, eu disse que “nenhum homem pode
pacificar o mundo inteiro, mas cada um pode pacificar a si mesmo” e esta frase
tornou-se o lema da Associação Meditar, inspirando os praticantes a persistirem
em sua prática. Sinto que algo assim pode inspirar as pessoas a se reconectarem
novamente, pois depende de cada um, de cada indivíduo, de cada pessoa,
reencontrar-se com a sua essência feliz. Este é o precioso antídoto para nossos
males e as dificuldades que estamos vivendo.
De outra parte, apesar do
nosso contínuo descaso e inconseqüência, nossa Grande Mãe “faz das tripas,
coração” para equilibrar-se… Ela suporta, releva nossos maus tratos e agressões,
sem desviar-se do seu intenso Amor e generosidade. Ela tem feito um esforço
tremendo em nosso favor e em favor da vida que nela fervilha. Porém, como não
poderia deixar de ser, neste momento, ela nos dá sinais de profunda exaustão,
cansaço, apresentando tosse, febre constante, calafrios, náuseas, diarréia e
profunda falta de ar... Ela não poderá resistir muito tempo mais ao nosso
descaso e afastamento. Isto está cada vez mais evidente. Assim como não podemos
viver sem ela, ela também não pode mais viver sem nós! Se você estiver atento,
ouvirá o gemido, o lamento e sentirá, no fundo do seu coração, que ela perde
muito rapidamente as suas forças; não porque queira, tenha desistido de nós, ou
do seu Amor incondicional. Não! Isto não é verdade. Um eminente pesquisador,
atento aos sinais, usou o termo “vingança”... Eu creio que ele viu muita coisa,
mas definiu equivocadamente. “Vingança” é um defeito ou falha humana. A nossa
Grande Mãe jamais agiria baseada nisso. Na verdade, tudo o que ela quer e
gostaria, é de continuar nos amando e sustentando como sempre o fez. Nós é que
não temos permitido que isso ocorra e, com nossas atitudes, provocamos o
desequilíbrio, a doença cujos sintomas se manifestam cada vez mais claramente.
Exatamente por amar muito seu filho ou filha, uma mãe não consegue evitar de
sofrer, chorar e adoecer quando ele ou ela se perde na vida, se desencaminha,
pois isto causa profunda dor.
Em contrapartida, estamos a cada dia mais
doentes também, exatamente porque ela sofre desta maneira grave e contundente.
Quando se vive uma relação real e verdadeira, baseada em Amor puro, é assim que
as coisas acontecem. Se um dos lados não está bem, não está feliz, então, o
outro lado sente isso e não pode ser completamente feliz também, ainda que tenha
toda a riqueza material possível nesse mundo. Para sermos felizes de fato, não
precisamos de coisas ou objetos, precisamos corresponder, retribuir ao Amor puro
e verdadeiro que recebemos gratuitamente de nossa Grande Mãe. No mínimo,
precisamos ter plena consciência de que somos profundamente amados, pois esta é
a pura verdade. Sem Amor e afeto verdadeiros, sem carinho, consideração e
respeito, nossa felicidade será sempre fugidia, passageira e jamais será capaz
de levar serenidade, paz, satisfação real e sanidade ao nosso
coração.
“Fazendo as Pazes” com Nossa Grande Mãe
Então, para
resolver este dilema que todos estamos enfrentando, eu gostaria muito de
convidar você para um pequeno e simples “ato simbólico”. Um dia eu vi que uma
mísera fagulha, pode atear fogo em toda uma casa… Então, eu procurei pensar
neste ato simbólico como algo assim, dotado de grandes possibilidades. Quando
brigamos com um ente muito querido e amado, como nosso pai ou mãe, por exemplo,
quando nos afastamos por longo tempo, depois de termos feito coisas que nos
arrependemos profundamente, é preciso marcar um encontro, estabelecer um
compromisso e, muito sinceramente, conscientemente, pedirmos desculpas e,
finalmente, fazermos as pazes. A despeito do que tenhamos feito, é preciso
expressar, com todas as letras, o nosso sentimento. Então, é preciso dizer,
mesmo que não sejamos compreendidos ou perdoados, o que se passa em nosso
coração. Você deve se encher de coragem e dizer: “Peço desculpas, peço perdão
por todo descaso e desamor de que fui capaz para com você… Mas, eu queria que ao
menos você soubesse de uma coisa: Eu amo você. Você é o amor que existe em mim.
Não posso ser realmente feliz sem o seu amor. Você faz parte de mim e da minha
vida, e nada poderá mudar isso…”
Fazer isso é como tirar toneladas de nossos
ombros e pode mudar a nossa vida. Isso acontece quando, mais amadurecidos e
vividos, finalmente reconhecemos que nossa atitude não foi adequada e que nosso
distanciamento só trouxe mais dor e sofrimento. Quando somos jovens e
inexperientes, podemos achar que nos bastamos, que não dependemos de mais
ninguém e que nossa força é suficiente para tocar todos os aspectos da nossa
vida. Então, quando somos jovens, podemos desprezar o Amor puro e verdadeiro,
pois ainda não tínhamos condições de reconhecê-lo, ou percebê-lo. Ele parecia
ser justamente o oposto para nós, mas, um dia acabamos tendo de encarar a
verdade e a realidade.
Neste caso, é crucial fazermos as pazes e
restabelecermos contato com o amor puro e verdadeiro de nossa Grande Mãe, pois
somente assim poderemos ser felizes realmente. Se deixarmos passar a
oportunidade, se deixarmos para depois, talvez aconteça de não haver “depois”,
pois nada nem ninguém é eterno... Bem, isso seria mesmo desastroso! A vida não
tem muito sentido se não estivermos juntos daqueles a quem amamos profunda e
verdadeiramente.
O Ato Simbólico: Tocando com Plena Consciência a Mãe
Terra
Por todas
estas razões e muitas outras que não cabem expor por ora,
eu gostaria muito de convidar você para, às 09:00h da
manhã de domingo do dia 04 de março de 2007, exatamente
após uma madrugada de lua cheia, marcarmos um encontro, um
compromisso real e sério com nossa Grande Mãe para,
finalmente, pedirmos desculpas a ela por nossa profunda
desatenção e, finalmente, fazermos as pazes! Mas, como?
Basta, nesta manhã muito especial, encontrarmo-nos nos parques
das diversas cidades deste planeta e, profundamente conscientes sobre
toda esta antiga separação, distanciamento e
desatenção, consertarmos definitivamente nossa
relação e “acertarmos os ponteiros”! Com
plena atenção, mente e corpo ali presentes, naquele exato
momento, tiramos os nossos calçados e, por alguns instantes,
“tocamos” carinhosa e conscientemente a nossa Grande
Mãe. Então, fazemos juntos uma meditação
caminhando, ou uma meditação sentados, para sentirmos
esta nova comunicação se firmando dentro de nós.
Há muito tempo, quase o dia todo, temos usado sapatos. Nossos
pés, então, não têm tocado muito a face de
nossa querida mãe maior. Eu gostaria que, durante este pequeno
gesto, permaneçamos todos plenos e conscientes. Eu gostaria que
nós meditássemos sobre o quanto temos sido negligentes
com ela e sua dor, e comprometamo-nos a, a partir desse momento,
voltarmos nossas energias e inteligência para encontrar meios de
ajudá-la, de salvá-la e de curá-la. Ela nos
guiará. Eu sei que ela irá sorrir para nós e, se
estivermos bem atentos, mente, corpo e coração juntos,
sentiremos o seu maravilhoso abraço e acolhimento. Internamente,
cada um de nós poderá dizer: “Eu voltei para nunca
mais deixá-la. Estou muito feliz agora e prometo tentar
não decepcioná-la novamente.”
Se isso não for feito, o nosso
sofrimento, o sofrimento dos seres que compartilham conosco a vida neste planeta
e o sofrimento da Terra aumentará muito rapidamente. Separados de nossa Grande
Mãe, ficaremos ainda mais insanos e não mais poderemos existir.
Cada um de
nós pode contribuir de algum modo e eu tenho muita esperança de que saberemos
encontrar formas de reduzir os meios pelos quais poluímos e agredimos a nossa
Grande Mãe e, ao mesmo tempo, incrementar maneiras de restaurar o que já foi
prejudicado durante tantos anos de separação e negligência.
Esta atitude é
simbólica, mas pode chamar a atenção para esta situação, gerar e despertar a
energia Amorosa, em todo e em cada coração humano, necessária para
transformá-la. Esta energia vem do nosso coração. Ser budista tem a ver com
consciência, com estar atento e desperto diante do sofrimento e buscar formas de
transformar situações difíceis e dolorosas em sabedoria e liberação, mas, eu
creio que este ato simbólico não deveria se restringir apenas a budistas… Na
verdade, ele independe totalmente de uma pessoa ser budista ou não-budista. É
vital para todo ser humano sobre este planeta, pois tal atitude não depende de
religião nem de políticos nem de ideologias nem de dinheiro nem de conhecimento.
Esta atitude de maior consciência e compromisso interior não depende de mais
ninguém, depende apenas de cada um de nós e de despertarmos a energia
inesgotável que habita nossos corações.
Se, finalmente, pudermos nos
reconectar com nossa Grande Mãe, e pararmos para tocá-la, ouvindo sua sabedoria
e lições maravilhosas, poderemos nos redimir e encontrar novamente o caminho da
felicidade verdadeira e perene. Enfim, está em nossas
mãos!
Desenvolvendo a nossa Plena Consciência sobre o
Interser
Até que
chegue esta suprema manhã, na qual marcamos um encontro pessoal
com nossa Grande Mãe e onde iremos fazer as pazes com ela,
podemos nos mobilizar, dentro de nossas comunidades, para realizarmos
reuniões (entre familiares, amigos, vizinhos, igrejas, templos,
etc.) com a finalidade de esclarecermo-nos e buscarmos o máximo
de conhecimento que pudermos a respeito de formas pelas quais podemos
restabelecer a nossa saúde e a saúde de nossa Grande
Mãe. Podemos nos perguntar, por exemplo: Como posso produzir
menos lixo? Como posso preservar mais a água? Como posso
contribuir para reduzir o efeito estufa? O que posso fazer para limpar
o ar, a água e a terra? Estas são perguntas que podem
ajudar muito a percebermos o quanto cada um de nós depende da
nossa Grande Mãe para viver e existir, ou seja, o quanto
interexistimos com todas as coisas e o quanto podemos ser felizes se
levarmos esta verdade em consideração quando escolhermos
o nosso modo de viver.
Uma sincronicidade de
corações
Meu mestre de Mente Atenta, Thich Nhat Hanh, esteve na UNESCO
apresentando a proposta de um dia mundial sem carros. Ele conseguiu apresentar
esta proposta depois de juntarmos milhões de assinaturas, no mundo inteiro, para
que ele lá estivesse presente. Ele foi interrompido por aplausos por três vezes
em seu discurso, devido à extrema sabedoria que suas palavras continham. A
proposta foi aprovada e foi estabelecido o dia 22 de setembro para que a
humanidade deixe os carros de lado. É, também, apenas um ato simbólico, mas,
juntos, estes dois atos, visam o despertar da nossa energia pura e amorosa,
capaz de transformar descaso, desamor e sofrimento em Amor, Compreensão e
Felicidade duradoura.
Eu gostaria muito de estar junto com você nesta manhã
de domingo, dia 04 de março de 2007. Mesmo que você decida não ir, não tocar e
não tentar fazer as pazes com nossa Grande Mãe, eu prometo estar lá, e fazer
isto em nosso nome. Mas, eu acredito na força do seu coração e da sua
inteligência, e acredito que você estará lá comigo, em comunhão com todos
aqueles que assumirem este compromisso restaurador de nossa mais plena paz,
saúde e sanidade. Que Jesus, Buda, Maomé, Brahma e todos os seres iluminados, de
todas as religiões, estejam conosco e nos ajudem.
(*) Médico,
físico, escritor, compositor, discípulo leigo de Thich Nhat Hanh e de SS o Dalai
Lama. Fundador e Idealizador da Editora Bodigaya e da Associação Meditar,
entidades criadas com a finalidade de difundir ensinamentos universais e a
prática da meditação. Este artigo foi publicado na revista Bodigaya número 19,
2007.
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